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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Festival de Cinema de Gramado terá abertura com homenagem a José Wilker

Na coletiva de lançamento da edição deste ano do Festival de Gramado, no mês passado, em Porto Alegre, Rubens Ewald Filho, o mais conhecido do trio de curadores do evento (os outros são Marcos Santuário e Eva Piwowarski), disse que o cinema brasileiro está batendo um bolão e que a curadoria conseguiu fazer a melhor seleção dos últimos anos.

"Fomos muito rigorosos em nossos critérios de avaliação, mas, se tivéssemos espaço, teríamos mais quatro ou cinco filmes em competição, sem comprometer a qualidade", acrescentou. A partir desta sexta-feira até o sábado da semana que vem , dia 16, será possível conferir o que garante Ewald Filho.

Foram quase 800 inscritos para as mostras competitivas, e deles foram selecionados oito longas brasileiros, cinco latinos, 15 curtas nacionais e 17 gaúchos que concorrem ao Prêmio Assembleia Legislativa de Cinema. A novidade desse 42.º Festival de Gramado é que, a par dos tradicionais Kikitos, os vencedores vão receber também prêmios em dinheiro, no valor de R$ 275 mil. Só para efeito de comparação, o recente Festival de Paulínia distribuiu R$ 800 mil em prêmios, o mesmo valor que terá a premiação de Brasília, no mês que vem.

O festival começa com uma homenagem a seu ex-curador, o ator José Wilker (substituído pela argentina Eva Piwowarski no triunvirato que faz a seleção). O longa de abertura, Isolados, um suspense de Tomas Portella, traz o ator em sua última interpretação, como psiquiatra, ao lado de Bruno Gagliasso e Regiane Alves. Na sequência, começa a competição brasileira com A Despedida, de Marcelo Galvão, com Nelson Xavier como idoso que se dá de presente uma noite de amor com mulher mais jovem, a deslumbrante Juliana Paes.

Gramado, que nunca negligenciou o valor do tapete vermelho para atrair público, terá dois primeiros dias bem intensos. Depois da bela Juliana, sábado será a vez do mais internacional dos astros brasileiros, Rodrigo Santoro, receber o Troféu Cidade de Gramado.

A competição brasileira é integrada também por outros sete títulos -" Infância", de Domingos Oliveira, com Fernanda Montenegro como matriarca no Rio dos anos 1950; "Sinfonia da Necrópole", de Juliana Rojas, mistura de comédias, musical e terror (os dois filmes também haviam sido selecionados por Ewald Filho para Paulínia); "Estrada 47", de Vicente Ferraz, com Daniel Oliveira, sobre a participação da FEB na guerra da Itália; "A Luneta do Tempo", de Alceu Valença, com Irandhy Santos e Hermila Guedes como Lampião e Maria Bonita; "O Segredo dos Diamantes", aventura infantojuvenil de Helvécio Ratton; "Os Senhores da Guerra, de Tabajara Ruas, adaptado do romance de José Antônio Severo; e o documentário "Esse Viver Ninguém Me Tira", de Caco Ciocler, que resgata a história de Aracy Guimarães Rosa, única brasileira a ter seu nome no Jardim dos Justos, em Jerusalém, por seu trabalho no salvamento de judeus, durante o nazismo.

Gramado mantém a tradição e outorga três importantes prêmios de carreira - O Troféu Oscarito, para o ator e diretor Flávio Migliaccio; o Troféu Eduardo Abelim, para o fotógrafo e diretor Walter Carvalho; e o Kikito de Cristal, para uma
personalidade atuante no cinema latino-americano e que vai destacar o ator franco-argentino Jean-Pierre Noher, atualmente no elenco da novela "O Rebu".

O júri dos longas brasileiros é integrado, entre outros, pelo crítico Enéas de Souza e o cineasta César Charlone. No júri dos latinos está o ator Antônio Pitanga, de obras viscerais do Cinema Novo.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Incêndio atinge hospital em São Francisco de Assis

Um incêndio atingiu na madrugada desta quinta-feira o Hospital Santo Antônio, em São Francisco de Assis, na região central do Estado. Segundo informações preliminares, um dos pacientes da ala de dependentes químicos teria ateado fogo em colchão, provocando o início das chamas. O prédio fica localizado na rua 13 de janeiro.

Como São Francisco de Assis não conta com Corpo de Bombeiros, a Brigada Militar (BM) foi acionada e conseguiu controlar as chamas, impedindo que o fogo chegasse a outros setores do prédio. O incêndio teria começado em um quarto destinado a pacientes alcoólatras.

A administradora do hospital, Elsa Piovesan, afirmou que no quarto onde o incêndio começou estavam três pacientes. Ela não soube dizer se as chamas foram provocadas de forma proposital ou acidental.

No combate ao fogo, os policiais militares (PMs) e alguns funcionários usaram extintores. Os PMs inalaram fumaça e foram encaminhados para atendimento no Hospital de Caridade, em Santa Maria. O Santo Antônio conta atualmente com 60 leitos.


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Tapa-buracos na capital, é preciso!

A Operação Tapa-Buracos, realizada pela Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), será mantida durante todo o mês de agosto em Porto Alegre. O objetivo é consertar os estragos registrados em junho na cidade, após fortes chuvas e alagamentos. A prioridade são as ruas e as avenidas com maior movimento. Nesta etapa da operação, iniciada no dia 21 de julho, trabalham 18 equipes, sendo que 12 realizam a Operação Tapa-Buracos e outras seis fazem reparos em vias sem pavimentação.

Desde junho foram colocadas 1,8 mil toneladas de asfalto nas vias de Porto Alegre, o que representa 18 mil metros quadrados de recapeamento viário. Segundo o diretor da Divisão de Conservação de Vias Urbanas da Smov, o engenheiro Assis Arrojo, quando o asfalto tem mais de dez anos os danos são mais expressivos e começam a aparecer. “O agravante é a chuva”, afirmou.

Para minimizar a situação, o município investe R$ 18 milhões por ano em recursos para a pavimentação das vias por meio de um programa de revitalização que foi criado em 2007. São revitalizados 20 quilômetros a cada ano. “Isso é o que tem favorecido nosso trabalho, porque se não arrumarmos os buracos, eles vão aumentar e continuar aparecendo outros. Mas, após a revitalização, deixamos de ter esse problema”, esclarece. A Smov lembra que a avenida presidente Castelo Branco já foi revitalizada antes mesmo da Copa.


terça-feira, 5 de agosto de 2014

Faltam remédios homeopáticos


O Centro de Saúde Modelo, localizado no bairro Santana, em Porto Alegre, não está realizando a distribuição de remédios homeopáticos devido à falta de um funcionário. De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), a farmacêutica responsável se aposentou e não há um outro funcionário que possa substituí-la. Em função disso, diversas pessoas não conseguem retirar sua medicação para homeopatia.

A cuidadora Neusa Barboza, 62 anos, já foi avisada que a próxima retirada de remédios não está garantida. “Fui pegar os remédios na semana passada e já me alertaram que não haverá um novo funcionário para que possamos retirar novamente.” Neusa toma remédios há mais de um ano e os retira mensalmente no centro de saúde. “Agora vou ter que pagar. É difícil, mas não tenho outra opção”, comentou.

A SMS explicou ainda que é preciso encontrar uma farmacêutica específica para tratar da homeopatia, que tenha conhecimento sobre o assunto. Ainda não há uma previsão de quando haverá outro funcionário para atender a população que depende dos medicamentos.

O Centro de Saúde Modelo possui um ambulatório de especialidades, que presta atendimento em acupuntura, homeopatia, cardiologia e saúde mental, e o Serviço de Atendimento Odontológico para Pacientes Especiais (Saope). Conta ainda com os serviços de tisiologia, farmácia homeopática, farmácia de medicamentos básicos e controlados e uma equipe do Programa de Saúde da Família. Já o ambulatório básico presta atendimento em clínica-geral, pediatria, ginecologia, odontologia e enfermagem.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Arrastão nos coletivos

Motoristas e cobradores da linha T4, operada pela Carris, voltam a se reunir nesta segunda, às 16h, no terminal ao lado do BarraShopping, para avaliar as ações ostensivas de segurança após uma onda de assaltos no primeiro semestre desse ano. Após duas semanas sem ocorrências os trabalhadores foram surpreendidos por uma nova ação criminosa na noite de sábado. No dia 23 de julho, os trabalhadores paralisaram a circulação das linhas T4 e T3 cobrando ação da polícia.

No sábado, por volta das 21h30min, um grupo de jovens, munidos de facas, realizou um arrastão dentro de um coletivo. Eles subiram no ônibus na avenida Antônio de Carvalho, e o assalto ocorreu na avenida Ipiranga, próximo à CEEE.

“O que nos causa surpresa é que, desde a nossa mobilização com paralisação de linhas, a intervenção da polícia havia reduzido a zero as ocorrências de assalto”, afirmou Luiz Afonso Martins, delegado sindical titular da Carris. Segundo Martins, não está prevista nova paralisação.

“Qualquer mobilização será definida com os trabalhadores. A decisão sempre partirá deles.” Além de motoristas e cobradores, a reunião contará com a presença da Brigada Militar e da Polícia Civil, que reforçaram o policiamento ostensivo e o processo de investigação desde a paralisação de junho.


 


domingo, 3 de agosto de 2014

Aumento de violência na capital - dados alarmantes!


O ano começou mais violento em relação a 2013. Dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) mostram um aumento em oito de 14 tipos de ocorrências policiais na comparação com o primeiro semestre deste ano com o mesmo período do ano passado. 

Entre os que tiveram elevação o destaque vai para os roubos, quando a vítima sofre violência ou ameaça do ladrão, com acréscimo de 3,2 mil crimes. De 25.874 casos passou para 29.161, variação de 12,70%. Além de Porto Alegre, contribuíram de forma mais significativa para esse aumento as cidades de Alvorada e Pelotas. Na Capital foram registrados 1768 roubos a mais, já em Alvorada foram 274 e em Pelotas 195 casos, de um período para outro. 

O número de furtos segue alto com mais de 82 mil casos nos dois períodos, quando se registrou acréscimo de 0,24%. O roubo de veículos segue a mesma tendência. Na comparação foram 546 registros a mais – passou de 6117 para 6663 – acréscimo de 8,9%. 

Já os casos de homicídios dolosos, quando há intenção de matar, subiram 21,7%. De 960 para 1.169 assassinatos. Porto Alegre foi o município que mais alavancou o aumento, com 63 mortes a mais. Na sequência vem Alvorada com 18 assassinatos e Gravataí com 12. 

Disputas por bocas de fumo geram mais homicídios

O titular da SSP, Airton Michels entende que a maior parte das mortes ocorrem em disputas de territórios para o comércio de drogas e acrescenta que 70% das vítimas tem relação com o tráfico. “Quando desarticulamos quadrilhas durante ações policiais desconstituímos lideranças da boca de fumo e alguém vai querer ocupar esse espaço. Isso (a disputa por territórios) gera muitas mortes.” 

Em relação aos outros crimes, Michels observa que a maior parte ocorre em Porto Alegre devido a superlotação do Presídio Central. “É um lugar de produção da criminalidade, pelo domínio das facções. Quem sai de lá, já vai para o crime.” O secretário entende que a criação de 4,5 mil vagas com a construção de cinco novos presídios, vai inverter o cenário da criminalidade no Estado, a partir do esvaziamento do Central.

A lista também mostra dados curiosos. Casos de extorsão mediante sequestro cresceram tanto em seis meses que ultrapassaram o total de 2013, quando se registrou 17 casos. No primeiro semestre do ano passado foram registrados nove casos e neste ano foram 19. Por outro lado, houve queda nos latrocínios (roubo seguido de morte), extorsão, estelionato, delitos relacionados à corrupção, posse de entorpecente e tráfico de drogas. 

sábado, 2 de agosto de 2014

Lixo: o futuro do mundo!


Nenhum município brasileiro atende, na íntegra, a Lei dos Resíduos Sólidos, segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM). A má notícia para os prefeitos é que o prazo para acabar com os lixões e dar destino correto aos dejetos termina neste sábado no Rio Grande do Sul. O cenário é preocupante na visão do presidente da CNM, Paulo Ziulkoski. Para ele, a legislação é inexequível, uma vez que não há recursos disponíveis para isso e nem corpo técnico para elaborar e executar os projetos.

Diante desse cenário, a CNM busca no Congresso Nacional a prorrogação do prazo para livrar as prefeituras e os prefeitos de sanções por desrespeito à lei. A Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) também apoia a extensão do prazo. No ano passado fez o pedido aos Ministérios das Cidades e do Meio Ambiente e à Presidência da República. Ziulkoski entende que o período de quatro anos foi necessário apenas para as cidades avançarem na questão. Além de fechar os lixões, os municípios são obrigados a implantar a coleta seletiva, fazer compostagem com os dejetos orgânicos, articular o descarte de objetos reutilizáveis e recicláveis e elaborar os Planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos.

O prazo para a elaboração desses planos se encerrou em agosto de 2012. No entanto, uma pesquisa realizada pela CNM em municípios brasileiros com até 300 mil habitantes mostrou que 45,7% ainda não possuem plano de gestão. O Tribunal de Contas do Estado fez o mesmo questionamento às prefeituras gaúchas entre fevereiro e abril deste ano. Das 442 que deram retorno ao TCE, 211 (47%) admitiram ainda não ter conseguido cumprir com a exigência.

De acordo com cálculos da CNM, para resolver o problema dos resíduos sólidos em nível nacional seria necessário o aporte financeiro de R$ 70 bilhões. No entanto, Ziulkoski alega que o governo federal “vende uma falsa ilusão” de garantia de recursos. “Os prefeitos não acreditam mais na União. O prefeito gasta para ir até Brasília pleitear dinheiro e 97% dos projetos não saem do papel”, desabafa.,

Cinco prefeituras ainda têm pendências

Segundo a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), cinco cidades gaúchas ainda apresentam pendências em relação aos lixões. São Gabriel é um dos municípios que ainda possuem lixão em uso. A cidade de Santa Margarida do Sul também deposita seus rejeitos nele. Em Uruguaiana e Viamão os casos estão judicializados, buscando abertura de aterros. A situação de Ipiranga do Sul ainda consta como pendente.

Outras 458 cidades gaúchas têm destinado os resíduos aos aterros, próprios ou particulares, como é o caso de Minas do Leão, que recebe lixo de cerca de 250 cidades. Outras 12, segundo a Fepam, enviam seus lixos para Santa Catarina. “O Rio Grande do Sul é um dos estados mais avançados em relação a essa questão. Muitos outros estados têm dezenas de cidades com lixões, enquanto nós temos apenas cinco”, considera o superintendente técnico da Famurs, Edivilson Brum. Destaca que o Plano de Saneamento será obrigatório até 2015. Além dos resíduos, o programa trata do abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto e drenagem das águas pluviais.

Brum também acredita que municípios gaúchos já estão deixando de receber recursos, desde 2012, porque ainda não providenciaram seus planos de resíduos sólidos. “A lei condiciona o acesso à verbas à existência dos planos”, lembra. Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, o Rio Grande do Sul evoluiu no sentido de eliminar os lixões, mas não avançou a ponto de pôr fim a todos os problemas. “Tem muitos produtos que as fábricas teriam que ser as responsáveis por receber adequadamente, e não fazem, deixando um passivo ao município”, observa.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) realizou, entre fevereiro e abril, uma pesquisa com as cidades gaúchas.

Veja alguns resultados:

• 52,3% (231) dos municípios declararam possuir o Plano Municipal de Resíduos Sólidos.
• 47,7% (211) declararam não possuir o plano.
• 80,9% que afirmaram ter o plano indicaram ter contratado empresas para a sua elaboração.
• Apenas 34,2% dos municípios informaram que houve a participação da comunidade e de entidades da sociedade civil na elaboração do plano.
• 50 cidades declararam ter concluído seus planos até agosto de 2012, cumprindo o prazo definido.
• Pesquisa da CNM em nível nacional, com municípios com até 300 mil habitantes, mostrou que:
• 1.280 (51,6%) informaram possuir Plano de Resíduos Sólidos.
• 1.132 (45,7%) disseram não possuir o plano.
• 67 (2,7%) não souberam informar a situação.
• 807 (32,5%) disseram que encaminham os resíduos sólidos aos lixões.
• 1.525 (61,4%) encaminham os dejetos diretamente aos aterros sanitários.
• 153 (6,2%) não souberam informar como é feito o descarte no município.
• 3.005 municípios não responderam ao questionamento.