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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Marcha reúne movimentos na luta contra genocídio de negros


Nesta sexta-feira, negros e negras vão às ruas, em protesto para denunciar a existência de um processo de extermínio contra essa população. A 2ª Marcha Internacional contra o Genocídio do Povo Negro está programada para ocorrer em 18 estados brasileiros e em 15 países, segundo a campanha “Reaja ou será morto (a)”, que convocou o ato.

“O que a gente está querendo, por meio dessa retomada das vozes do povo negro e da luta pela garantia da vida, é fortalecer vozes que têm sido brutalmente silenciadas por meio da violência”, diz Andreia Beatriz Santos, integrante da organização Quilombo Xis e da coordenação da campanha "Reaja", que desde 2005 articula negros na luta contra o racismo.

No Brasil, casos como o de Amarildo, Cláudia e DG, todos negros e assassinados no ano passado em situações que envolveram policiais, se multiplicam. Segundo o Mapa da Violência 2014, a vitimização de negros é bem maior que a de brancos. Morreram proporcionalmente 146,5% mais negros do que brancos no Brasil em 2012, em situações como homicídios, acidentes de trânsito ou suicídio. Entre 2002 e 2012, essa vitimização mais que duplicou, segundo o estudo.

Além de denunciar o genocídio, a marcha pretende pautar o que as organizações apontam como seletividade do sistema prisional. No Brasil, “as pessoas criminalizadas ou privadas de liberdade são, sobretudo, pessoas negras”, lembra Andreia. De acordo com dados de 2013 do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, das 537.790 pessoas que estão no sistema penitenciário, 93,92% são homem, 50,88% têm entre 18 e 29 anos e 57,21% têm pele de cor negra ou parda. Cruzando os dados, os números apontam que a maior parte dos presos no Brasil é formada por homens e pretos.

Neste ano, o tema da marcha – A Luta Transnacional contra o Racismo, a Diáspora Negra contra o Genocídio – destaca o caráter internacional dos problemas e reivindicações. “Não é uma situação só nossa”, já que o racismo decorre da escravidão negra, que foi usada em vários países, explica a coordenadora da campanha. Exemplo disso, aponta, é a atual situação dos Estados Unidos. Lá, o assassinato de um jovem negro por um policial, no último dia 9, em Ferguson, no estado de Missouri, tem gerado indignação e protestos.

Surgida na Bahia, a campanha "Reaja ou será morto (a)" promove atos anuais desde 2006, quando um rapper e integrante da articulação, Negro Blul, foi executado por grupos de extermínio. A partir de então, a mobilização ganhou outros estados, onde grupos desenvolvem trabalhos visando a ampliar a conscientização e a mobilização dessa população. 

Em 2013, foi realizada a primeira marcha nacional. Apenas em Salvador, mais de 5 mil pessoas compareceram ao ato, conforme a organização. São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre também participaram da mobilização, que agora conta com o apoio de movimentos de outros países. Nesta sexta-feira, a solidariedade será demonstrada por meio de atos em frente a consulados ou embaixadas brasileiras.

Juntos, os movimentos querem dar visibilidade às situações de violência e fortalecer a luta por políticas públicas que garantam direitos, como acesso à educação e à saúde. Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Manaus e Vitória são algumas das capitais que devem receber a marcha ao longo do dia.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Parou tudo!!!


Depois de protesto que bloqueou esquina das avenidas Ipiranga com Érico Veríssimo por cerca de 30 minutos em Porto Alegre nesta quinta-feira, os manifestantes contrários à reintegração de posse no bairro Rubem Berta, saíram em caminhada pelas ruas da Capital em direção à Prefeitura de Porto Alegre.

A marcha chegou à avenida Borges de Medeiros por volta das 8h20min e às 9h ao Largo Glênio Peres, causando transtornos ao transporte público, já que ônibus e lotações não podem desviar a rota, e também aos motoristas desavisados. As filas de trânsito lento se estenderam em direção à avenida Salgado Filho e a avenida Perimetral foi uma alternativa de desvio para desafogar o trânsito.

Reintegração de Posse

O protesto é contra a reintegração de terrono no bairro Rubem Berta, na zona Norte. A intenção das manifestações é evitar a retomada do local, marcada para semana que vem.

De acordo com a representante da Cooperativa Marcos Klassmann, Elisete Vargas, os manifestantes pedem o direito de resposta a um jornal da Capital, que, segundo Elisete, teria denegrido a imagem da comunidade. "Eles denegriram a minha imagem afirmando que sou traficante, homicida e que eu estaria extorquindo os moradores. Se eu estivesse relacionada com isso, eu não estaria sendo apoiada por todos. São 450 famílias envolvidas e não temos para onde ir", afirmou em entrevista à Rádio Guaíba.

Elisete afirmou que a prefeitura ainda não indicou um local alternativo para o deslocamento dos moradores. "É bom deixar claro que nós temos as nossas casas construídas e não são barracos. Não posso dizer que vivemos dignamente porque não temos esgoto, mas conseguimos construir com o nosso esforço", acrescentou. "Muitos fizeram financiamentos para sair do aluguel", explicou.

O terreno no bairro Rubem Berta pertenceria a um grupo de advogados e somente agora foi reivindicado. A ação de reintegração deve ocorrer na próxima semana com o auxílio da Brigada Militar (BM).

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Atenção para quem leva seu filho para a aula!

Motorista de ônibus escolar é flagrado com sinais de embriaguez



O motorista de um ônibus escolar da prefeitura de Santa Vitória do Palmar, no Sul do Estado, foi flagrado na noite dessa terça-feira com sinais de embriaguez na BR 471.

O teste do bafômetro indicou 0,42 mg de álcool por litro de ar expelido e 0,53 mg na contraprova. O coletivo transportava 12 alunos de uma escola municipal. O condutor foi conduzido à polícia e o veículo liberado para motorista habilitado.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Estudo para expansão da Trensurb deve ser entregue até fim do mês


O estudo de expansão da linha da Trensurb até o município de Sapiranga, no Vale do Sinos, deve ser entregue neste mês. Com o prazo inicialmente estabelecido para maio, o novo prazo contratual expira no final de agosto. “A prorrogação se deve a uma questão bastante simples: iniciamos o trabalho de pesquisa de campo e de demanda em novembro. Como dezembro, janeiro e fevereiro são meses atípicos, de férias, tivemos que prorrogar o levantamento até março e abril deste ano, para termos uma amostra mais típica”, explica o superintendente de Desenvolvimento e Expansão da Trensurb, Ernani Fagundes.

Segundo a Trensurb, já foram elaborados o relatório de caracterização da área da estudo, por meio de uma avaliação da situação atual do transporte coletivo que atende à região, além de levantamentos de dados socioeconômicos da população e seus hábitos de deslocamentos; o relatório de estudo de demanda, em que foram realizadas pesquisas de campo nos veículos de transporte coletivo e individual que circulam pela região e em cruzamentos das principais vias; e o relatório de avaliação ambiental. O estudo está sendo realizado pela Oficina Consultores Associados. O valor da contratação é de R$ 1,49 milhões.

Para a entrega do estudo, ainda falta a elaboração do relatório das diretrizes tecnológicas, que avaliará as alternativas de itinerário, localização das estações e definição da tecnologia ideal para ser utilizada. Conforme a prefeita de Sapiranga, Corinha Molling, até o momento o município não foi consultado para o estudo. “Temos algumas opiniões que poderíamos compartilhar”, diz. Para a prefeita, a chegada do trem a Sapiranga é inevitável. “Promovemos duas audiências públicas em 2013 com a Trensurb, quando discutimos a ampliação até o município. Estamos aguardando novas informações sobre o projeto”.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Caos no Salgado Filho


Após quase uma hora fechado em razão da forte neblina na zona Norte de Porto Alegre, o Aeroporto Internacional Salgado Filho reabriu e opera por instrumentos desde as 7h15min desta segunda-feira. Segundo informações da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), dos 23 voos previstos até o horário, nenhum cancelamento foi informado pelas companhias aéreas, no entanto, mais de dez voos sofreram atrasos.

Previsão do tempo
O sol aparece na maior parte do Rio Grande do Sul nesta segunda-feira. A temperatura estará agradável na maioria das regiões. Durante o amanhecer existe a possibilidade de frio, entretanto a tarde será amena com máximas acima dos 20ºC. Nos locais onde o sol aparece mais cedo, principalmente da Metade Norte, o aquecimento é maior rápido e as máximas tendem a ser mais altas durante a tarde.

domingo, 17 de agosto de 2014

Gasômetro já foi desativado na capital




Da Zero Hora - Os boatos de que a Usina do Gasômetro fecharia rondavam o chão de fábrica em meados de 1973, com a crise dos combustíveis. Quando eles se confirmaram, exatos 40 anos atrás, Luís Carlos Slavutzki sentiu um vazio. Aquele era seu primeiro emprego, aos 18 anos, e explorar o prédio em que o maquinário antigo lembrava a Revolução Industrial era uma diversão. 

A euforia deu lugar à melancolia durante os seis meses que se sucederam à desativação, em 12 de agosto de 1974. Coube a Slavutzki velar o prédio abandonado. Foram 159 dias batendo o ponto diariamente, cinco dias por semana, para ver relíquias transformarem-se em ferro-velho. Ele era uma espécie de supervisor de desmonte.

— Eles ficavam desmontando os equipamentos, e eu explicava como deveriam ser desmontados. Aí, eles pesavam tudo para ser vendido como sucatas — conta.

Naquela época, a Usina estava longe de ser o símbolo de Porto Alegre em que se transformou nos últimos anos. Era só um prédio velho, condenado à demolição para a abertura de uma nova avenida. Já cumprira sua função: desde 1928, abastecera a cidade de energia elétrica, primeiro pela queima de carvão, depois pela queima de óleo.

O que o edifício tinha de valor, em 1974, era o metal dos equipamentos que sobraram — e que renderiam uma boa quantia à mantenedora na época, a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE). Por isso, era necessária a supervisão de alguém de confiança como Slavutzki.


Hoje, aos 59 anos, um dos últimos remanescentes entre os operários que conheceram o prédio em sua função original, ele percorre os corredores rememorando como eram os dias por lá. No intervalo do almoço, costumava pescar à beira do Guaíba, percorrer as tremonhas — espécie de funis que serviam para despejar o carvão — ou admirar a vista do terraço.

Dentre as histórias que Slavutzki ouviu, está a de que, na década de 1950, os misters, como eram chamados pelos funcionários os chefes americanos, usavam o local onde hoje funciona o terraço como quadra de tênis nas horas vagas.

Quando a usina fechou, encerrando uma era na história da cidade, Slavutzki era encarregado da programação da manutenção. A silhueta dele está adornada hoje na porta de entrada do edifício, que virou espaço cultural nos anos 90, depois de passar uma década em ruínas e de salvar-se da implosão graças a uma grande mobilização da sociedade.

A escultura em arame retorcido reproduz a última foto retirada do local antes da desativação, em que Slavutzki aparecia ao lado de 10 colegas. A entrada do espaço carrega uma sutileza artística: coloca lado a lado os trabalhadores de ontem com os de hoje.

Josmeri Pergher Puhl, 49 anos, foi uma das poucas funcionárias do espaço remodelado que pôde vivenciar na prática a mensagem da obra. Ela trabalha desde 1992 como arte educadora, promovendo oficinas no espaço Usina do Papel e também como guia turístico do lugar. Protagonista do novo papel que a usina assumiu na vida da cidade, o de ícone turístico e cultural, ela tirou a manhã de sexta para aprender com Slavutzki sobre a encarnação anterior do edifício e para confirmar histórias que imaginava serem lendas.

— É verdade que os presos do Cadeião (unidade prisional) que funcionava aqui do lado vinham trabalhar na usina?

— Sim, eles vinham, entre 50 e cem, todos os dias. Empurravam o carvão em vagonetas até a parte onde era feito o descarte. O trabalho nas caldeiras era o mais difícil, conta Slavutzki:

— O cara ia subindo a escada para mexer na caldeira e ia pegando fogo embaixo. Tinha que vir um com água para apagar as chamas.

Encerrada a desocupação do prédio, em 1975, Slavutzki evitou o saudosismo, mas achou triste o período de degradação que se seguiu até a restauração, em 1988. Hoje, vendo o lugar um sinônimo de Porto Alegre, ele volta às origens de tempos em tempos, mas como qualquer outro cidadão: para desfrutar de um dos espaços que já não fornece energia, mas continua a propagar luz.

sábado, 16 de agosto de 2014

Brigada militar contém a violência com blitz

Nove pessoas foram presas e um menor apreendido, na madrugada deste sábado, durante a 5ª edição da operação Pré-Sal em Porto Alegre. O principal objetivo da ofensiva foi combater assaltos a postos de combustíveis na Capital.

A Brigada Militar (BM) apreendeu uma arma, 53 g de crack, 56 g de maconha e R$ 1.085. Os policiais fiscalizaram 450 veículos e abordaram 813 pessoas.

Ainda foram realizadas barreiras e patrulhamento para coibir roubo e furto de veículos, tráfico de drogas e porte ilegal de armas.